ESQUEÇA! NÃO HÁ NADA DE NOVO! NÃO SE ENGANE! 003
Hoje se aposta muito facilmente na modernidade!
Acredita-se erroneamente, proclama-se e aposta-se que o novo, a novidade é a salvação e solução dos problemas!
Dois ledos enganos:
O primeiro é que o que usamos não é novo!
Um grande avião tem seu projeto em pelo menos quarenta anos atrás e você voa nele achando que ele foi concebido no ano passado como o seu automóvel do ano, o que não é verdade nem próxima!
Aliás o seu automóvel não têm um motor "moderno", em nenhum aspecto, é um projeto com uma década no mínimo e com aperfeiçoamentos mais imediatos e que geralmente dão muito problema!
Tenho dois automóveis Ford Ká, um ano 98 e outro 2000 com motorização diferentes. ( adoro carros antigos por vários motivos ). O ano 98 é de um motor mais econômico, menos potente e muito resistente. Sua origem ou o que é de fato, um motor inglês da década de 50, como um codinome mais novo de motor endura-e.
Normalmente as coisas tidas como "novas" possuem apenas aparência "nova" e não muito mais do que isso.
Na educação não é diferente! por isso é tão perigoso abolir-se coisas tidas como "antigas", "ultrapassadas", que não funcionam mais. O ativismo chama desonestamente de "escola tradicional", "ensino tradicional', "pintura tradicional acadêmica', etc.
Da mesma forma adjetivações como "contemporânea" , "moderna", "nova", "vanguardista" são enganos engendrados para introduzir-se experimentações inseguras e erráticas. Basta lembrarmos o desastre, da verdade verdadeira desgraça que foi a chamada "escola plural" ( ou há alguém em sã consciência que ainda a defenda? ).
Mas não há progresso nas coisas, as novidades devem ser todas rejeitadas compulsoriamente?
Obviamente não!
As línguas e a escrita das várias línguas tendem a uma simplificação, visando objetivamente a velocidade de leitura e escrita e eventualmente pronúncia.
É muito mais ágil ler-se "FARMÁCIA" do que PHARMÁCIA" e talvez alguém defenda em breve a ortografia FARMACIA sem acento, em tempos de digitação. Mas isto feito por decreto e por segundas intenções políticas é um desastre como a diferença entre "PARA" e "PÁRA" ( verbo ).
O Cinema recebeu muitas desejáveis e surpreendentes avanços tecnológicos, mas a base de captação das cenas permanece a mesma, consagrada pela tradição e aceita porque comprovadamente funcionam.
Os automóveis deixaram há tempos de terem os para-brisas dianteiros divididos em duas partes com uma barra estrutural. O Fusca foi nos carros a primeira solução ( há oitenta anos ) a abolição dessa barra com a utilização de um único vidro reto. Entretanto essa barra no meio da para-brisa permanece em todos os aviões gigantes, médios e em muitos pequenos. Por que? porque a abolição desta barra não é um avanço determinante e portanto não é decididamente algo "moderno". É abolida apenas quando é conveniente. Nada menos que isso.
Professores repetem bobagens com muita facilidade, algumas muito infelizes! uma delas é o tal "cuspe e giz'. Trocar-se o quadro por telas, por tablets, telas inteligentes e digitais, como se só por elas pudermos transforma qualquer estudante estúpido de qualquer idade em gênio. Definitivamente não é uma verdade.
Quando trabalhei na GPLI uma único quadro digital foi comparada há época por onze mil reais ( valores da época ) além de quinze dias de salário de quatro ou cinco professores em treinamento fora dias de trabalho de quase uma centena de professores tirados das salas de aulas em suas respectivas escolas ( façam umas continhas ). Onde elas estão hoje, as mesmas lousas digitais ainda estão funcionando? foi comprovado real ganho de aprendizado? certamente não!
Os melhores e maiores gênios matemáticos do mundo são originários da Escola Politécnica Indiana. As escolas indianas têm até trinta mil alunos, o mesmo número de alunos da UFMG, os pátios em memento de recreio parecem estádios de futebol, de tantas crianças espremidas. A grande virtude dos matemáticos egressos destas escolas é que são capazes de fazer cálculos complexos de cabeça.
A grande família dos maravilhosos Boeings foram criados e construídos ( os primeiros ) sem auxílio de computadores apanas com réguas de cálculo e desenhados a lapis sobre folhas de papel vegetal. E você voa neles ainda hoje sem fazer perguntas.
O helicóptero robô que acaba de voar em Marte usa poucos kbites de memória RAM e um sistema operacional linux de vinte anos atrás. O seu smartphone da maçã mordida ou mesmo um android sendo infinitamente mais potentes seria inútil!
Como brasileiros temos um complexo inconfessado: não queremos ser atrasados como certas regiões do mundo como dissera o ex-presidente Lula em visita a África: "-Isto aqui nem aparece a África!' ( qualquer um de nós pelo menos pensaria isso, talvez não disse lá! rs... rs.. rs.. rs.. ) e sermos confundidos como as culturas mais tecnologicamente avançadas. Não encontramos o nosso próprio chão! vivemos perdidos entre dois mundos, fugindo ( e negando um ) e tentando ser reconhecidos como parte de outro.
Na verdade o que é novo só se mostra eficiente quando as suas bases foram solidificadas através da experiência humana e não diferentemente.
A melhor tração para automóveis e veículos é a traseira. A dianteira têm vantagens mas não ( novamente ) totais! ônibus, caminhões pesados, carros de corrida com exceção de algumas categorias continuam com a velha e eficiente tração traseira!
O velho teclado criado ainda para as máquinas de datilografia continuam os mais eficientes embora no computador possa se alterar para uso de mais de uma dezena de configurações diferentes.
A pergunta é porque na educação seria diferente?
Alguns dizem: por que os alunos não aprendem!
Então a pergunta seria ( a mais objetiva ) porque eles não aprendem? principalmente porque bilhões no mundo continuam aprendendo!
Concluindo por agora: toda tecnologia e bem vinda como facilitadora e agilizadora de algum processo cansativo e desgastante para o ser humano, entretanto ela neste lugar de facilitação torna o homem mais indolente, incapaz de por si só realizar mais coisas.
Abrimos mão de engatar as marchas no automóvel, milhares já morreram no mundo simplesmente por não saberem o que fazer quando o acelerador eletrônico agarra ou a quando o automóvel dispara ao pisar no acelerador, afinal muitos não tem nem a chave para desligar.
Um grande desastre de um grande avião do Brasil em direção a França caiu porque simplesmente os pilotos não sabiam o que fazer com todos os sistemas computadorizados acusando uma interrupção momentânea em dois sensores externos do avião, algo que qualquer piloto da primeira guerra que sabiam pilotar uma aeronave a mão saberia e poderia se safar.
Tudo o que temos hoje foi originalmente concebido com uma folha de papel e lápis e muita matemática. Hoje cada vez menos pessoas sabem fazer cálculo sou comparações óbvias de grandezas igualmente óbvias. Não se trata de decorar da maneira mais fácil como um certo professor famoso nos antigos cursinhos ensinou "macetes" de como acertar o maior número de problemas nos antigos vestibulares.
Entretanto estes alunos aprovados graças a macetes, poesias, rimas e bordões podem não serem tão eficientes em problemas novos. Temos viadutos, prédios desabando por erros simplórios e a aparente tecnologia não os está salvando.
Eu pessoalmente gosto de tecnologia e sou ávido por novidades mas eu sei o lugar delas. Diante da falta ou pane ocasional delas, o que fazer?como se virar? será que elas são realmente essenciais? pensemos bem nisso.
Como prometido, mais uma aula, uma vídeo-aula produzida por um professor de algum conteúdo, usando recursos mínimos mas muito eficiente prendendo a atenção dos seus alunos e demais interessados e conseguindo passar toda a informação didaticamente eficiente! Assista o vídeo e depois responda as perguntas abaixo dele.
Para responder:
1) Este vídeo é diferente dos dois anteriores ( das duas postagens anteriores )? em que?
2) Em que ele é semelhante ( tecnicamente ) aos dois anteriores?
3) Em que ele é diferente?
4) O professor neste caso usou mais ou menos recursos além da captação da imagem e do som?
5) Esta aula comparada aos assuntos anteriores ( a língua chinesa, o arranjo musical e agora a língua e cultura árabe ) é mais fácil ou mais difícil?
6) Alguma coisa a mais ou menos prejudicou a informação passada aos expectadores?
3) Em que ele é diferente?
4) O professor neste caso usou mais ou menos recursos além da captação da imagem e do som?
5) Esta aula comparada aos assuntos anteriores ( a língua chinesa, o arranjo musical e agora a língua e cultura árabe ) é mais fácil ou mais difícil?
6) Alguma coisa a mais ou menos prejudicou a informação passada aos expectadores?



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